O novo mal do século.
Acabar o mês com uma boa quantia na conta do banco.
Ter tempo de fazer tudo que precisa em um dia.
Conciliar vida pessoal com a social.
Ter controle dos atos e atitudes.
Saber a hora de parar.
Enfim, nenhuma dessas dificuldades rotineiras é a que pesa mais.
Pra começo de conversa, o maior impecílio humano é estar em tempos modernos, anos dourados, era do desenvolvimento e o que mais quiserem chamar o século XXI. Mas não simplesmente por estarem vivenciando essa fase terrestre e sim por não conseguirem, admitirem ser apenas humano, apenas real, apenas existir.
A todo momento criam teorias, justificativas e provas apenas para se mostrarem destacáveis. Apenas para se confortarem na ideia de que são alguém.
Culto ao divertimento, culto à tendência, culto à auto nomeação de alguma coisa.
Títulos, é isso que precisam.
O que os dias atuais trouxeram a tona foi o fato de cada vez mais se tornar repugnante apenas ser, apenas estar, apenas entender, apenas compreender. Hoje você tem que fazer acontecer, se mostrar, se cultuar, se auto classificar como algo a frente do que o resto dos parasitas que não acrescentam em nada, mais conhecidos como sociedade.
Você deve ser além do que é possível, mas lembre-se, pro titulo ter o seu devido valor, o nome dele deve ser complexo o bastante pra que quando alguém escutar/ler se perder no próprio raciocínio tentando entender o sentido da palavra ao que estão querendo dizer.
A sociedade se tornou tão liquida que a fissura por ser alguém, por fazer história e representar alguma coisa já pode ser considerada o mal do século.
Em nem todo umbigo vive um rei, nem todo rei é alguém.





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